Wellington pede reflexão no voto em defesa de pautas para mulheres em Mato Grosso

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) defendeu nesta terça-feira (25) que o eleitor avalie, no momento do voto, o histórico e o posicionamento dos candidatos em relação às mulheres. Segundo ele, o debate eleitoral também precisa considerar quem possui atuação concreta no enfrentamento à violência, na proteção às vítimas e na ampliação da participação feminina nos espaços de poder.

A manifestação ocorre em um cenário de preocupação com os índices de violência contra a mulher em Mato Grosso. Wellington tem defendido que a discussão não fique restrita ao período eleitoral e afirma que o enfrentamento ao feminicídio deve combinar prevenção, punição, proteção às vítimas e políticas capazes de interromper o ciclo de agressões.

“Quando a mulher entra em uma delegacia para pedir ajuda, o Estado precisa chegar antes da próxima agressão, e não depois da tragédia. Por isso, o eleitor também precisa refletir sobre quem realmente tem compromisso com a proteção das mulheres e quem transforma esse tema apenas em discurso”, afirmou Wellington.

No Senado, uma das iniciativas apresentadas por Wellington é o PL 4.147/2021, que cria uma Política Nacional de Atendimento ao Homem Autor de Violência contra a Mulher. A proposta prevê programas de recuperação, reeducação e acompanhamento psicossocial para combater a reincidência e interromper o ciclo de violência antes que novas agressões possam evoluir para casos mais graves. O projeto foi aprovado pelo Senado e tramita na Câmara dos Deputados.

Em julho deste ano, Wellington também apresentou o PL 3.769/2026, voltado à proteção de vítimas e familiares. O texto estabelece regime disciplinar diferenciado para presos condenados por feminicídio, estupro com morte ou violência doméstica que ameacem sobreviventes, familiares, amigos ou testemunhas, além de situações em que exista risco concreto de reincidência.

A atuação também alcança a participação feminina na política e nos espaços de decisão. O PL 763/2021 estabelece reserva mínima de 30% das cadeiras para mulheres nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Câmara dos Deputados, além de regras para ampliar a presença feminina no Senado. Wellington já defendeu que esse percentual avance futuramente até a paridade de 50%. Em outra frente, o PDL 155/2026 propõe ampliar a presença de mulheres nas indicações feitas pelo Congresso Nacional ao Tribunal de Contas da União.

“Defender as mulheres significa protegê-las dentro de casa, garantir segurança para denunciar, combater quem agride e abrir espaço para que elas estejam onde as decisões são tomadas. Não pode existir diferença entre o que um candidato fala durante a campanha e aquilo que efetivamente fez quando teve oportunidade de agir”, completou Wellington.