Queima de balsas no Rio Peixoto gera tensão, prejuízo e revolta entre garimpeiros em Peixoto de Azevedo
A destruição de balsas durante uma operação de fiscalização na região do Rio Peixoto, em Peixoto de Azevedo, provocou um clima de tensão e revolta entre balseiros, garimpeiros e familiares dos trabalhadores. Vídeos gravados no local e divulgados nas redes sociais mostram embarcações em chamas, além da presença de agentes armados realizando a operação.
Nesta sexta-feira (10), representantes da cooperativa, assessoria jurídica e diversos balseiros estiveram às margens do rio em busca de esclarecimentos sobre a ação. Segundo os trabalhadores, o objetivo era estabelecer um diálogo com os agentes responsáveis e entender os motivos que levaram à destruição das embarcações.
Balseiros afirmam que estavam regularizados
De acordo com relatos dos trabalhadores e de representantes da cooperativa, as balsas atingidas teriam recebido investimentos para adequações exigidas pelos órgãos competentes. Eles afirmam que passaram por processos de regularização, buscaram orientações junto à Marinha e ao Ibama e aguardavam a emissão da Licença de Operação (LO) para iniciar as atividades.

Ainda segundo essa versão, as embarcações estavam estacionadas às margens do Rio Peixoto e não realizavam extração de ouro no momento da operação.
“Fizemos investimentos, buscamos a regularização e aguardávamos a licença para trabalhar”, relataram balseiros que acompanhavam a situação no local.
Clima de tensão às margens do rio
As imagens registradas durante a ocorrência mostram um cenário de grande movimentação. Trabalhadores se reuniram nas proximidades das balsas enquanto representantes jurídicos tentavam conversar com os agentes presentes.
O clima ficou ainda mais delicado devido à presença de equipes armadas durante a operação. Em diversos momentos, os balseiros pediam calma e defendiam uma solução por meio do diálogo, afirmando que não desejavam confronto.
Também houve relatos sobre a detenção de um homem durante a ação. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhando as circunstâncias dessa ocorrência.
Estrago impressiona moradores
Uma das balsas destruídas ficou completamente consumida pelas chamas, restando apenas parte da estrutura metálica. As imagens do local impressionaram moradores e rapidamente se espalharam por grupos de WhatsApp e redes sociais.
Familiares dos trabalhadores afirmaram que o prejuízo é elevado e demonstraram preocupação com o futuro de dezenas de pessoas que dependem da atividade para garantir o sustento.
Segundo a cooperativa, a entidade reúne mais de 80 associados e representa trabalhadores que atuam na região.
Garimpo e a história de Peixoto de Azevedo
Peixoto de Azevedo possui uma relação histórica com a mineração desde a década de 1980, período em que o município ganhou notoriedade nacional durante a corrida do ouro. Ao longo dos anos, a atividade garimpeira contribuiu para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico de diversas cidades do norte de Mato Grosso.
Por isso, a destruição das balsas reacendeu o debate sobre a necessidade de conciliar a preservação ambiental, o cumprimento da legislação e a manutenção das atividades econômicas que sustentam muitas famílias da região.
O que dizem as autoridades
Os órgãos de fiscalização informam que operações desse tipo têm como objetivo combater atividades de extração mineral realizadas sem as autorizações exigidas pela legislação e coibir possíveis crimes ambientais. Em situações semelhantes, equipamentos e embarcações podem ser apreendidos e inutilizados conforme prevê a legislação vigente.
Até a publicação desta reportagem, ainda não havia sido divulgado um balanço oficial completo sobre a operação realizada no Rio Peixoto, incluindo o número de balsas destruídas, possíveis apreensões e demais medidas adotadas pelas equipes responsáveis.
Caso segue repercutindo
A ocorrência continua sendo um dos assuntos mais comentados em Peixoto de Azevedo e em municípios vizinhos. Enquanto os balseiros cobram esclarecimentos e afirmam que buscavam atuar dentro da legalidade, a população aguarda um posicionamento oficial das autoridades responsáveis pela operação.
O Guarantã News acompanha o caso e atualizará esta matéria assim que novas informações forem divulgadas.
Informações: relatos de trabalhadores, representantes da cooperativa e vídeos divulgados nas redes sociais.
Crédito: Reprodução/RL Notícias
Redação Guarantã News.







